quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Métrica sem regras



*Porque há imagens que, viradas do avesso contam exactamente a mesma estória





*A forma das palavras mudas, num fechar de olhos:

... não quero o presente, quero a realidade;
Quero as coisas que existem, não o tempo que as mede

...

Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.


Alberto Caeiro